Educar sem rótulos
Os juízos de valor são usados no convívio em classe, nas relações com a família e até nas avaliações, mas é melhor fugir dessa prática
Amanda Polato (novaescola@atleitor.com.br)
Manuela é a desinibida da turma, falante e agregadora. Maria, Ana e algumas outras são candidatas a princesinhas, sempre muito arrumadas. Já Rodolfo é um pestinha, vem de uma família complicada e não se desgruda dos repetentes. Corriqueiro entre professores e gestores escolares, o hábito de rotular estigmatiza as crianças e as desestimula a aproveitar uma das grandes vantagens do ambiente escolar: a liberdade para experimentar papéis e posturas. "Entre os menores, alguns estudantes nem sabem os nomes direito porque só escutam apelidos", diz Andréia Cecon Rossi, diretora da EMEI Curió, em Itatiba, a 89 quilômetros de São Paulo.
Quando adjetivos positivos são usados, o agraciado acaba se convencendo de que é superior - e seus colegas de que dificilmente o alcançarão. "Além de tirar a autocrítica do sujeito, ele pode se tornar incapaz de refletir sobre as próprias ações, deixando de se arriscar naquilo em que não se sairia tão bem. Isso quando não fica incapaz de lidar com as frustrações", alerta Sonia Losito, doutora em Psicologia da Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
No caso das famas negativas, o mais provável é que o estudante se sinta preso ao juízo de valor. Chamar um aluno de burro é o mesmo que dizer que ele não se adapta ao mundo escolar. "As crianças não são iguais. Têm ritmos, jeitos e modos diferentes de aprender. Mas todos são capazes", defende Divani Nunes, formadora do Grupo de Apoio Pedagógico da rede municipal de Taboão da Serra, na Grande São Paulo.
Em tese, os rótulos não são exclusivos do ambiente educacional. A antropóloga Ana Luiza Carvalho da Rocha, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, diz que faz parte da cultura humana julgar os outros com base nos próprios padrões e códigos éticos e morais. Eliana Braga Atihé, doutora em Educação pela Universidade de São Paulo, complementa o raciocínio: "A classificação reflete a tendência de nossa identidade de se defender da diferença que o outro representa. Rotular é enquadrá-lo numa categoria que o reduza e simplifique para nós. É preciso um esforço para se afastar dos referenciais próprios e observar a beleza da diversidade".
Turma marcada, relações estremecidas
Na escola, no entanto, essa prática é mais grave porque os alvos são seres em desenvolvimento e dão mais valor a julgamentos. "Somos suscetíveis ao olhar do outro e vamos formando nossa identidade em meio à interação social. O que penso de mim é influenciado pelo parecer das pessoas", argumenta Sonia. "Se, ao ser educada, uma criança recebe reflexos negativos, terá uma forte tendência a se pensar como alguém menos valioso."
O convívio em sala de aula pode ficar desequilibrado dependendo das atitudes dos professores. "Quando você critica publicamente um aluno e entrega de bandeja para a turma apelidos prontos, essa criança pode ficar estigmatizada e ser rejeitada", comenta Sonia Losito.
Há um estímulo, ainda que não intencional, à prática do bullying - todo tipo de agressão física ou psicológica que ocorre repetida e intencionalmente para ridicularizar, humilhar e intimidar as vítimas. "É impossível discutir ética na escola se o convívio é desrespeitoso. Como esperar que alguém se desenvolva num ambiente assim?", aponta Fátima Polesi Lukjanenko, especialista em Educação Moral e secretária de Educação do município de Itatiba.
Eliana Atihé reconhece que essa postura preconceituosa dá a falsa sensação de segurança tanto aos adultos como aos mais jovens. "Ao rotular, o professor muitas vezes está se defendendo dos alunos que representam uma ameaça por questionar sua autoridade, despertar sua insegurança, resistir a seu gesto formador. E é comum fazer isso sem dó nem piedade." Segundo ela, adultos alçados à condição de guias (e não apenas de transmissores de conteúdos) devem estar mais conscientes dos gatilhos que ativam esse mecanismo defensivo que empobrece as relações. E, por isso, precisam estar dispostos a compreendê-los e ultrapassá-los para tratar a todos com respeito.
A antropóloga Ana Luiza Rocha afirma que o estigma reforça também as estruturas de poder. "A maioria dos educadores usa juízos de valor para marcar seu lugar e mostrar às crianças que elas têm de ocupar outra posição." Ela cita um exemplo esclarecedor: "Quantos docentes chamam a família dos alunos de 'desestruturadas'? Pouquíssimos sabem que esse termo nem sequer existe na perspectiva sociológica".
Situações inadequadas também são rotineiras com alunos com deficiência. O mais corriqueiro nas escolas atualmente é o uso de diminutivos, como "mudinho" e "coitadinho". O consultor Romeu Kazumi Sassaki diz que "o tratamento deve ser de igual para igual, sem exageros ou atitudes paternalistas".
Outro problema é quando, em situações de aprendizagem, os estudantes são "estigmatizados por causa da deficiência", como destaca a neurolinguista Michelli Alessandra da Silva, da Unicamp. "Muitas vezes, os problemas que fazem parte do próprio processo de aquisição da escrita, por exemplo, são vistos como decorrentes de alguma patologia", aponta. Essa postura sugere que as crianças com deficiência são incapazes de acompanhar a turma regular, o que é um grande erro, como explica Maria Tereza Mantoan, também da Unicamp. "Todos os alunos são capazes de aprender segundo suas capacidades."
Quando os adjetivos estão relacionados à criminalidade, o desafio é igualmente espinhoso. A diretora Talma Suane, da EM República do Peru, no Rio de Janeiro, relata um processo de exclusão comum: unidades que, de forma velada, recusam a matrícula de alunos com histórico relacionado à violência.
O poder da transformação
Não é fácil parar de usar rótulos e lidar bem com a diversidade em sala de aula. Mas é possível. A professora Maria Elisa Perceval, da EMEF Maria José Luizetto Buscarini, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, é uma prova disso. Depois de 20 anos em sala de aula, ela começou a olhar para os alunos de maneira diferente. A mudança começou graças a um projeto de reforço escolar implantado em toda a rede do município.
"Encontrei estudantes multirrepetentes que não sabiam ler e escrever. Eles já chegavam estigmatizados e sem confiança em si mesmos", relata a professora. Agora, os primeiros dias de aula são de aproximação, avaliação inicial e identificação das necessidades de cada um para elaborar estratégias diferentes. "O trabalho mais focado permitiu resultados muito bons: 80% da turma atingiu os objetivos de aprendizagem e a meta para este ano é 100%", conta.
Um dos alunos de Elisa era chamado de "burro" pelo pai e pelos colegas de sala porque tinha 15 anos e não estava alfabetizado. Pela família, ela ficou sabendo que até um médico havia sugerido que o garoto fosse para uma escola especial (ninguém produziu um laudo atestando problemas patológicos e a professora continuou seu trabalho). "Em apenas um ano, o menino obteve avanços muito importantes e já escreve em letra de forma", diz. Segundo Elisa, foi difícil convencer os familiares de que ele podia aprender e também educar as crianças para respeitar o garoto, mas tudo isso já virou realidade.
Antes dessa guinada, Elisa e outros colegas tinham atitudes bem diferentes. Todos se queixavam de ter estudantes "atrasados". Ela lembra: "Eu lamentava o número de repetentes no começo do ano. Nem conhecia os alunos, mas eles já viravam um 'problema', eram todos rotulados". Só depois de alguns anos, conta, percebeu que esses jovens sempre iam, "quase automaticamente", para o fundo da sala por não se sentirem parte da turma. "Tenho muito a caminhar, mas minha visão mudou. Meu olhar está atento e individualizado. Procuro perceber o ritmo de cada um."
Avaliação, terreno fértil para os rótulos
A diretora conta a história de uma garota que chegou à escola com a fama de ladra. "Ninguém deixou de acreditar no potencial dela. Depois de conversas e uma parceria estreita com os pais, a menina começou a confiar no corpo técnico e em si mesma. Nunca mais ninguém falou em furtos", relata. Francisco Ramos de Farias, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, completa: "Acredita-se que esses jovens são perigosos e vão ser um fracasso. Não se aposta na possibilidade de que eles façam outras escolhas".
Mas não é apenas no convívio que os problemas aparecem. Relatórios escolares e avaliações são muitas vezes permeados de estereótipos. O maior problema, dizem os especialistas, é que falta acompanhamento atento de alguns educadores, que não observam o comportamento da turma e, na hora de fazer anotações, recorrem a essa "muleta".
A troca do verbo "estar" por "ser" é um dos desvios mais frequentes. Na hora de registrar as especificidades da turma, por exemplo, o docente diz que o estudante "é fracassado" - em vez de observar que ele "teve um desempenho ruim em determinado momento". Com o rótulo, o professor não olha para a complexidade da situação. "Quando um aluno vai mal numa prova, isso pode ter sido provocado por muitos motivos, inclusive uma falha da metodologia de ensino. Mas é sempre mais cômodo culpar a criança", afirma Eunice Maria Lima Soriano de Alencar, professora de Psicologia da Educação da Universidade Católica de Brasília. Benigna Maria de Freitas Villas Boas, professora de Avaliação da Aprendizagem da Universidade de Brasília, complementa, argumentando que o rótulo incide mais sobre o comportamento. "Isso não cabe aos professores. O papel deles é avaliar as aprendizagens, identificando o que os alunos já sabem, o que precisam aprender e que meios são necessários para atingir os objetivos."
Benigna alerta ainda para outro entrave. "Os registros passam por coordenadores e outros professores. A imagem da criança pode ficar negativa aos olhos dos outros", ressalta a especialista, lembrando que as atitudes dos estudantes mudam com o tempo e de acordo com a situação. Os jovens podem agir de maneiras diferentes, dependendo da turma ou escola em que estão e do educador que têm. "A postura é relacional, varia em ambientes distintos", afirma.
As famas já trazidas de casa devem ser combatidas na escola Ilustrações: Cássio Bittencourt
Outro momento importante em que você precisa ter muito cuidado é na relação com os pais. É comum uma mãe entregar o filho para a professora e logo implorar: "Vê se dá um jeito nele. É incontrolável." Em vez de incorporar os rótulos dados pelas próprias famílias, a escola tem de combatê-los. "A criança mal consegue expressar suas capacidades porque já é desqualificada perante os outros", diz Eunice Alencar. "É preciso permitir que ela tenha também experiências boas." Se um jovem tem problemas de relacionamento em casa, isso não significa que manterá essa postura na escola.
A orientadora educacional Haldia Mary Matias, da EMEF Mariana Teixeira Cornélio em São José dos Campos, a 94 quilômetros de São Paulo, afirma que acreditar nos rótulos levados pelas famílias é o mesmo que se recusar a conhecer os alunos de perto. "O professor deve buscar compreender as reais dificuldades e necessidades das crianças." De acordo com ela, um bom diálogo é capaz de fazê-las perceber o impacto que essas atitudes podem ter na vida dos menores.
Muitos pais, aliás, deixam de frequentar as reuniões escolares porque só ouvem rótulos negativos. Segundo a formadora Divani Albuquerque, as reuniões com os pais devem ser momentos de relatar os processos de aprendizagem, os avanços e os pontos a melhorar sem usar adjetivos relacionados a comportamentos. "Os familiares passam a entender o que o filho está aprendendo."
Como seu filho deve se organizar para estudar
Por Equipe BBel
Participe, ajude a tornar esse momento agradável....
O ambiente é muito importante
O aprendizado na sala de aula é reforçado com os estudos em casa. A lição de casa é uma ferramenta fundamental para a melhor compreensão e assimilação do que foi ensinado pelo professor.
Em casa, num ambiente favorável, a criança poderá estudar com prazer e ter gosto por essa tarefa.
Uma maneira que torna essa prática ideal é escolher um espaço adequado e específico, para diariamente ser utilizado pela criança.
A Iluminação deve ser apropriada. Esse local pode ser em uma mesa no quarto dela, no escritório da casa, na sala ou até na cozinha. Depende da disponibilidade que existe na casa dessa criança. A cadeira também precisa ser confortável.
O fundamental é que seja um lugar tranqüilo, pelo menos no momento em que ela estará estudando, sem nada que possa distrair sua atenção.
O material escolar
O material também deve estar em ordem. Os livros, dicionários, computador, canetas, lápis, borracha, cadernos, papel para rascunho e um cesto de lixo. E um lugar para guardá-los adequadamente.
O ato de estudar é como um trabalho para a criança. As ferramentas para que ela realize adequadamente são essenciais. O ambiente também.
Oriente para que ela cuide do seu material, que mantenha limpo, em ordem e organizado. Depois da tarefa, já deixe tudo pronto para levar, no dia seguinte, para a escola. Com essa organização ela terá mais tempo para fazer o que mais gosta. Como brincar, por exemplo.
Qual o melhor horário para estudar?
A hora de estudar deve ser sempre a mesma, determinando uma rotina na vida do estudante. Pesquisas demonstram que os melhores horários são pela manhã, no fim da tarde ou início da noite. Não é aconselhável fazê-lo logo após as refeições. Por causa da digestão, o organismo está concentrado nessa tarefa e fica mais lento.
Se ela freqüenta a escola pela manhã, deve almoçar, descansar um pouco, brincando, por exemplo, e então pode estudar. Assim, terá um espaço de tempo entre a escola e o estudo, preenchido com alguma outra atividade que ela goste.
O gosto pelo estudo
Pais que exigem que o aluno estude o tempo todo estão transformando essa tarefa em uma obrigação estressante e até desinteressante para ele.
O gosto pelo estudo muitas vezes é natural, mas pode ser adquirido também. Transformar esse momento em algo agradável pode ser fácil. Descubra quais as ferramentas que podem tornar esse momento atraente e gostoso para ele.
O computador é um acessório que ele gosta de usar nas pesquisas. Estipule um tempo para isso. Assim, ele não correrá o risco de, no meio das pesquisas, se perder em sites de jogos ou até assuntos que não são para sua idade.
Procure acompanhar essa pesquisa, de maneira sutil. Mostre interesse em orientá-lo sem parecer que está controlando. Estipule outro horário para usá-lo para diversão.
Canetas e objetos temáticos podem ser peças que ajudem a criança a gostar do momento do estudo. Seu personagem preferido estampado no lápis ou na capa do caderno. Um estojo personalizado. Sinalize que seu bom desempenho pode ser premiado com um estojo novo, com o personagem que ela gosta.
Outra coisa, diga que seu material reflete quem ele é. Um material desleixado, folhas sujas, dobradas são uma péssima apresentação. Elogie sempre que perceber que ele se esforçou para manter tudo em ordem.
Os pais fazem parte dessa tarefa
Mostrar interesse pelas descobertas que ele fez com os estudos, pode ser um incentivo. Esteja pronto para ouvir tudo o que ele quer falar sobre o que aprendeu e o seu dia na escola, suas atividades e o incentive com elogios e outras informações. Sinalize a importância do conhecimento para seu futuro, sua independência e sucesso.
Participe de todas as reuniões escolares. São dados importantes para conhecer o desenvolvimento do seu filho e ajudar, se for necessário. Também é uma forma de conhecer melhor a didática da escola e se é o que você esperava.
Meu filho não quer estudar!
Se seu filho está apático em relação aos estudos, tente descobrir o que pode estar acontecendo. As crianças são naturalmente curiosas e adoram descobrir as coisas. Encontre uma maneira de aliar o ato de estudar a alguma coisa que ela goste. Livros de histórias infantis, gibis, jogos lúdicos, documentários. É um tempo que você irá investir para que ela pegue gosto pelos estudos.
Brincando também se aprende
Divida o dia dela com todas as atividades, horário para ir à escola, fazer as tarefas, ler algum assunto de seu interesse, assistir TV, tanto para diversão como para adquirir mais conhecimento, brincar sozinho e com outras crianças.
Essas outras atividades trazem conhecimento também. O que se aprende na escola é apenas uma parte. O seu dia a dia acrescenta dados importantíssimos ao aprendizado. E os pais são os principais educadores. Nos passeios, por exemplo, a criança pode aprender muito interagindo com esse conhecimento. Num zoológico, num shopping, numa avenida existem muitas coisas para ela aprender. Brincando eles aprendem muito e se socializam.
Organize o dia de seu filho
Os adultos costumam ter suas tarefas organizadas durante o dia. As crianças também devem ter essa rotina. Isso deixa a criança mais calma, pois sabe que após o horário do estudo, vem outras coisas, inclusive brincar.
O estudo é a primeira tarefa importante e que agrega responsabilidade na vida da criança. Esse comportamento organizado se estenderá para toda sua vida
O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) pode divulgar ainda hoje (25) os gabaritos oficiais do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2011.
Os candidatos que participaram das provas no fim de semana poderão ter uma noção de seu desempenho, mas a certeza sobre o resultado atingido só em janeiro, quando forem publicados os boletins individuais.
Isso porque a metodologia utilizada no Enem, a Teoria de Resposta ao Item (TRI), tem um esquema complexo para avaliar as habilidades de cada candidato e não depende apenas do número de acertos e erros do estudante, como nos vestibulares tradicionais, mas do nível de dificuldade de cada item.
Uma questão que teve baixo índice de acertos é considerada “difícil” e, portanto, tem mais peso na pontuação final. Aquelas que têm alto índice de acertos são classificadas como “fáceis” e contam menos pontos na nota final do candidato. Dessa forma, dois participantes que acertaram o mesmo número de itens poderão ter médias finais diferentes, dependendo do nível de dificuldade de cada uma dessas questões.
Para o pesquisador do tema e gerente da Avaliação Educacional, Renato Júdice, “tudo que é novo assusta”, mas ele acredita que dentro de algum tempo a população estará mais acostumada com esse modelo. Segundo ele, a vantagem da TRI em relação aos modelos clássicos é que ela vai além da análise de quem acertou mais e permite identificar o que o aluno sabe.
“A TRI procura estimar até que ponto o aluno consegue chegar e não simplesmente se ele acertou ou errou. Essa é a diferença crucial em relação à teoria clássica, que é muito apropriada para o concurso público em que o único objetivo é simplesmente selecionar. A TRI é um modelo mais refinado porque consegue ir além da seleção e me permite dizer o que o aluno sabe ou não”, compara.
Júdice usa uma comparação simples para facilitar a compreensão da teoria. Em uma prova de salto com vara, um competidor consegue sucesso em todas as tentativas com o obstáculo posicionado a 1,5 metro do chão. Já o outro atleta também acerta todos os pulos, mas atinge alturas superiores nos saltos, chegando até a 2 metros. Portanto, o segundo competidor tem uma proficiência melhor do que o primeiro.
“Quantas questões você acertou não me diz muito sobre a sua real dificuldade. Eu preciso ir aumentando o grau de dificuldade para ver até onde você consegue chegar”, explica o pesquisador.
Na TRI não existe uma pontuação máxima e mínima que o candidato pode atingir – com exceção da redação, que não é corrigida por esse modelo e cuja nota varia de 0 a 1000. A partir das notas obtidas pelos participantes, o Inep constrói uma escala de notas máximas e mínimas que permite ao aluno comparar seu desempenho com o dos demais estudantes. Essas informações também são divulgadas com os boletins individuais.
No ano passado, por exemplo, a nota mínima em matemática foi 313,4 e a máxima 973,2 pontos. Já em linguagens variou de 254 a 810,1 pontos. Em ciências humanas, a maior nota foi 883,7 e a menor 265,1 pontos. Na prova de ciências da natureza os desempenhos variaram entre 297,3 e 844,7 pontos.
Fonte: Universia Brasil
O aumento das desigualdades econômicas nos países e entre os países, a concentração dos poderes econômicos e políticos cada vez maior nas mãos de um grupo reduzido de pessoas, a ameaça à diversidade cultural e a superexploração dos recursos naturais contribuem para criar condições propícias para rebeliões e conflitos no mundo todo, ocasionando grande preocupação quanto ao futuro do nosso planeta. A humanidade se encontra em uma encruzilhada histórica.
Os seres humanos fazem parte de um grande universo inter-relacionado, cujos elementos de equilíbrio e integração vão além da sua própria compreensão. Atualmente, ao mesmo tempo em que se reconhece cada vez mais a interdependência existente entre os seres humanos e o planeta, surge a necessidade de redefinir o conceito de responsabilidade individual, com o objetivo de integrar a este conceito a responsabilidade coletiva pelo futuro.
Podemos expressar a nossa responsabilidade aceitando as consequências diretas ou indiretas de nossos atos, em curto ou longo prazo, nos associando a outros e nos aliando a ações efetivas. Quanto maior o conhecimento e o poder de uma pessoa ou de um grupo, maior é a responsabilidade, o que não significa que pessoas com recursos limitados e pouca influência não possam exercitar também suas responsabilidades: elas poderão fazer uma conexão com outras pessoas, formando uma força coletiva.
A responsabilidade não se limita a um princípio ético a ser praticado em nível individual. Ao contrário, certamente é um compromisso cidadão que sustenta a identidade social. A iniciativa da Carta das Responsabilidades Humanas objetiva aprofundar que sustentam esta identidade.
O que é?
Todas as pessoas vivem em conjunto umas com as outras, isto é, nós não vivemos sozinhos, vivemos em comunidade. Para que as pessoas consigam se entender e para que não existam conflitos entre elas é necessário que todos cumpram um conjunto de regras. estas regras irão permitir que todos possam viver da melhor forma e com maior entendimento.
A Cidadania é então, a percepção de quais são os nossos direitos e deveres para com os outros e, dessa forma, viver em sociedade.
Cidadania é responsabilidade perante tudo o que se faz. Ser cidadão significa estar atento a todas as decisões que são tomadas e que influenciam a nossa vida. Ser cidadão é chamar a atenção sempre que acontecer alguma injustiça, sempre que algo estiver mal.
Enfim, ser cidadão é participar na construção de um futuro que seja comum a todos.
Temos Direitos:
- Vida e Dignidade
- Votar e ser votado
- Segurança, Saúde, Educação e Moradia
- Sistema Judicial
- Emprego/Salário
- Liberdade de Expressão
- Respeitar o Próximo
- Liberdade e Orientação Sexual
- Liberdade Religiosa
- Lazer
Temos Deveres:
- Cumprir a Lei
- Votar
- Pagar Impostos
- Ser bom Pai/Mãe
- Ser bom Filho/Filha
- Bom Trabalhador/Trabalhadora
- Solidariedade
- Promover a Paz
- Não Discriminar o Outro
- Respeitar a Diferença
- Proteger a Biodiversidade
- Zelar pela Saúde Pública
- Respeitar o Espaço Público
CIDADANIA É TER ÉTICA EM TUDO QUE SE FAZ.